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COLOMBIA - Petrobras abrirá novo poço na Colômbia Imprimir E-mail
Petróleo en Latinoamerica - Colombia
Sábado, 27 de Septiembre de 2008 08:45
             
   

Petrobras abrirá novo poço na Colômbia

   

Viviane Monteiro - A jornalista viajou à convite da Apex-Brasil
   

   

Gazeta Mercantil - 25/09/2008
   

   

A Petrobras abrirá um novo poço de petróleo na Colômbia. A previsão é que o poço seja aberto em 2010, no mar próximo ao Caribe, disse o presidente da Petrobras na Colômbia, Abílio Paulo Pinheiro Ramos. Segundo ele, o poço terá a profundidade de 1 mil metros e será em águas profundas. "É um poço exploratório, de área de fronteiras. Será em uma área nova que começou a ser explorada em 2007, em uma área muito virgem", disse. 
Segundo o executivo, o primeiro poço aberto pela empresa em 2007 mostrou "que o mar do Caribe tem todas as condições para a produção de petróleo". "Lá existe condições favoráveis para ter acúmulo de petróleo e gás", declarou. Ramos não quis falar sobre os resultados obtidos na primeira exploração em mar no Caribe, mas disse que as expectativas de negócios para a Petrobras na Colômbia "são muito boas. As condições geológicas na região mostram um potencial muito forte para a exploração de petróleo". 
A Petrobras está presente na Colômbia há 22 anos. A empresa tem blocos em terra que são os negócios tradicionais na Colômbia. E o suprimento de suas estações é feito pela Competrol. 
Hoje o setor petroleiro da Colômbia opera 50 mil barris por dia, dos quais 17 mil são fornecidos pela Petrobras. Na área de distribuição, a estatal brasileira possui 68 estações de serviços (postos) distribuídos, principalmente em Bogotá, ocupando o quarto lugar na região. 
Preços do petróleo 
A tendência é de que os preços do petróleo permaneça elevado em decorrência dos fundamentos do mercado internacional, como demanda por energia crescente e melhora de vida da população, principalmente, em países emergentes, isso se soma à crise financeira internacional que gera volatilidade nos preços das commodities. "Existe uma tendência de preços em patamares mais elevados. Os preços do petróleo não voltarão aos níveis de 2000, quando eram de US$ 15 o barril", disse o presidente da Petrobras da Colômbia, em entrevista à Gazeta Mercantil, depois de participar do seminário "Brasil Tecnológico", promovido pela Apex, em Bogotá. "Os fundamentos para que se tenha preços de petróleo mais elevados existe. Mas ele não é isolado dos outros componentes do mundo (como a crise)", disse. 
A frente da Petrobras da Colômbia, há seis meses, Ramos argumenta que a produção do petróleo convencional tem sido insuficiente para atender a demanda mundial crescente por energia. Para isso, diz, as empresas têm investido na produção de petróleo não-convencional. É o caso do petróleo pesado, ultra-pesados, o de águas profundas, ultra-profundas; e areias betuminosas, em países como o Canadá, o que tem elevado o custo de produção do petróleo e, conseqüentemente, o preço do produto. "Cada vez mais é necessário a busca de fontes de petróleo não convencionais. E cada nova produção gera custo de produção muito alto. E isso mostra que para atender a sede de petróleo no mundo existe um custo que precisa ser remunerado", afirmou. 
Segundo o presidente da Petrobras da Colômbia, o custo de produção do petróleo não-convencional é caro porque a tecnologia usada na extração desse petróleo é "caríssima", principalmente no Canadá. "Diferentemente do petróleo da Arábia Saudita que tem custo de produção baixo, por ser extraído em terra, em poços convencionais, no Canadá é preciso se fazer uma mineração de areias betuminosas, processar, produzir um óleo pesado, melhorar a qualidade desse óleo para depois ir a uma refinaria", analisa Ramos. 
Segundo ele, os custos envolvidos na produção do petróleo não-convencional são mais altos. Enquanto para a produção do petróleo convencional se fala em dezenas de milhões, para a do não-convencional a soma é em dezenas de bilhões de dólares. 
O presidente da Petrobras da Colômbia avalia que todas as empresas do setor trabalham com cenário de preços conservadores, diante da turbulência externa que pode causar falta de crédito à produção de petróleo. "Sabemos que o mercado tem volatilidade muito grande. E isso realmente pode dificultar o crédito para a indústria petroleira". No entanto, afirmou, a despeito da crise mundial, os fundamentos de mercado continuam os mesmos. "A demanda por energia é crescente em países emergentes". Para ele, a crise financeira gera volatilidade muito forte nos preços do petróleo e das commodities de um modo geral.

   

                       
   

gazeta Mercantil - 25/09/2008
   

   

Companhias investem US$ 500 milhões em áreas

   

A Colômbia assinou contratos para a pesquisa de existência de petróleo perto de sua fronteira com a Venezuela com nove companhias, entre elas a Shell, Exxon Mobil e BHP Billinton, que, juntas, investirão US$ 500 milhões, anunciou a estatal Agência Nacional de Hidrocarbonetos (ANH). "Esses contratos são de avaliação, ou seja, as empresas têm três anos para estimar o potencial das zonas e selecionar áreas mais especificas para realizar a exploração", disse Armando Zamora, diretor da ANH. 
A pesquisa será realizada em oito blocos na parte oriental colombiana, que compreende os departamentos de Meta, Arauca, Casanare, Vichada, Guanía e Guaviare, onde se encontram grupos armados. 
A Colômbia, que produz atualmente cerca de 585 mil barris diários, empreendeu uma campanha para buscar novas jazidas em 150 blocos de exploração.Na semana passada, o governo indicou que espera aumentar este ano suas reservas certificadas de petróleo de 1,4 bilhão para 4 bilhões de barris, após novas descobertas. 
O governo, que até o ano passado tentava manter a capacidade de auto-abastecimento petrolífero para além de 2015, prevê incrementar a produção até chegar em 2020 com 1 milhão de barris diários, praticamente o dobro do nível atual.