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BRASIL - Carta de los Afectados en Brasil ( FAPP-BG) en el Día Internacional Anti Chevron Imprimir E-mail
Petróleo en Latinoamerica - Brasil
Lunes, 02 de Junio de 2014 14:53

OPSUR

chevron-brasil2O Fórum dos Atingidos pela Indústria do Petróleo e Petroquímica nas cercanias da Baia de Guanabara (FAPP-BG), que reúne representantes de movimentos sociais, organizações de pescadores, moradores, sindicatos de trabalhadores, ONGs, entidades ambientalistas, pesquisadores universitários, professores e estudantes do entorno da Baía de Guanabara, especialmente da Baixada Fluminense, vem por meio deste comunicar que integra o Dia de ação internacional contra a Chevron-Texaco. Assim, vimos protestar contra as injustiças ambientais e danos á saúde que a Chevron-Texaco vem trazendo para muitos povos, inclusive no Brasil. São exemplos dessas situações os atingidos pelo derramamento de óleo de Campo do Frade ( Campos ( RJ), 2011); Os afetados pelo fracking nos Estados Unidos, onde o Fraturamento hidráulico começou: muitas comunidades já estão atingidas, na água de beber, dos alimentos, de gases emanados pelo solo; Na Argentina, da mesma forma, a Chevron está destruindo a vida e a saúde de povos indígenas, pequenos e médios agricultores, assim como degradando o ambiente e ameaçando outras formas de vida; No Equador, a Chevron deixou sua marca quando operou na região amazônica do país com a autorização do governo militar, entre os anos de 1964 e 1992. Nesse período, despejou 17 milhões de galões de petróleo na região, formando piscinas de petróleo e de elementos tóxicos que foram responsáveis por inúmeras mortes e doenças das populações indígenas locais.

O presidente Rafael Correa foi ao local em 2013 para pegar resíduos de petróleo dessas piscinas denunciando o que seria a "mão suja" da Chevron. A região contaminada tem mais de 3 mil quilômetros quadrados e ficou conhecida como a "Chernobyl da Amazônia ". A Chevron chegou a ser condenada em 2011 a pagar US$ 9,5 bilhões pelos danos ambientais causados ao país, mas até hoje não pagou. Exigimos esse pagamento.

No Brasil, as injustiças ambientais e danos da Chevron não se limitam aos atingidos pelo derramamento de óleo de Campo do Frade ( Campos ( RJ), 2011), mas atingem outras localidades, como Regência, no Espírito Santo, onde famílias tiveram que abandonar suas terras pelos danos causados da extração de petróleo convencional pela Chevron. Com o cenário do Pré-Sal, preocupa-nos a ação da Chevron isoladamente ou em parceria com outras empresas, devido aos riscos desse tipo de atividade, dos estaleiros e portos que degradam o ambiente e acabam com a vida de populações tradicionais, como em Porto- Açu (RJ) e SUAPE (PE).

Aproveitamos para manifestar nossa rejeição ao uso do fracking ou faturamento hidráulico em terras brasileiras, assim como nos solidarizamos com todos os países onde a Chevron tem usado essa técnica, ainda que com o consentimento de governos locais. Exigimos o abandono dessa técnica que degrada os lençóis freáticos profundos e superficiais e ameaça a vida de seres humanos e de outras formas de vida, assim como a cultura de povos tradicionais. Exigimos o direito de consulta aos povos indígenas em relação ao uso de suas terras para exploração de petróleo convencional e não-convencional, bem como de outras atividades econômicas.

Defendemos a transição de um modelo petroleodependente que degrada e promove injustiças ambientais para modelos que contemplem alternativas energéticas que devem ser implementadas conforme o contexto local e a cultura dos povos, pensando-se antes para que se deseja produzir energia e na sustentabilidade com justiça ambiental..

Atenciosamente, pela Secretaria Colegiada,