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BRASIL - PETROBRAS TIENE UNA DEUDA HISTORICA CON LA BAHIA DE GUANABARA Imprimir E-mail
Petróleo en Latinoamerica - Brasil
Miércoles, 03 de Octubre de 2012 21:09
Aos Movimentos Sociais, Pescadores Artesanais e Comunidades impactadas pela indústria petrolífera e população em geral:

Você sabia que:

A PETROBRAS tem uma dívida histórica com a Baía de Guanabara, com os oceanos e com a sociedade?

I. A REDUC (Refinaria Duque de Caxias) é a maior poluidora individual da Baía de Guanabara. Em 18 de janeiro de 2000 ocorreu o maior acidente ecológico da história do país, com o vazamento do duto que liga a Refinaria ao terminal da Ilha D´Água. Com isso, foram despejados 1,3 milhões de m3 de óleo e graxa nas águas da Baía. Até hoje a Petrobras não indenizou os milhares de pescadores artesanais impactados, que perderam sua fonte de renda e empobreceram, além de, ainda hoje, haver presença de grande volume de óleo nos manguezais.

A REDUC, construída nos anos 50, tem milhares de equipamentos obsoletos que representam elevado Risco Ambiental. Atualmente, a Refinaria lança seus efluentes na Baía sem tratamento.

II. Além dos reiterados vazamentos de óleo provocados pela Empresa, esta ainda vem lançando nos oceanos milhares de metros cúbicos de água de produção, exterminando a vida marinha e colocando em risco as pessoas e os animais. Sabe-se que, em 2010, foi lançado sem tratamento, pela REDUC, 637.526 metros cúbicos de água de produção, o equivalente a 637,526 milhões de litros de água!

Mas o que é água de produção?

Toda extração de petróleo e gás gera um resíduo chamado de água de produção, também conhecido como ÁGUA NEGRA. Nesse processo, são adicionados à água de produção diversos produtos químicos, tais como BIOCIDAS, ANTI-CORROSIVOS, ANTIESPUMANTES, INIBIDORES DE PARAFINA, ETANOL, SEQUESTRANTES DE OXIGÊNIO, METAIS PESADOS, ELEMENTOS RADIOATIVOS, dentre outros.
Essa água não possui qualquer serventia e vem sendo descartada, há décadas, nos oceanos, sem tratamento adequado e sem qualquer fiscalização.

A regulamentação legal atual é precária, permitindo que a PETROBRAS e outras empresas petrolíferas exerçam uma autofiscalização, pagando por laboratórios privados por ela contratados, que realizam a análise de seu material. Você acredita que um laboratório contratado agiria com imparcialidade frente aos interesses de seu contratante?

Sabe-se que não há fiscalização por parte do IBAMA, INEA e da ANP.

III. Parece brincadeira, mas das 110 plataformas da PETROBRAS existentes no território nacional, apenas 21 delas, isto mesmo, 21, possuem estação de tratamento de seus efluentes.

UM DADO ALARMANTE: Em 2003, a PETROBRAS informou ter jogado na Bacia de Campos, apenas naquele ano, 2 milhões de metros cúbicos de água de produção. Se tirarmos o óleo e a graxa desses 2 milhões, estima-se que a PETROBRAS tenha lançado 30 toneladas de óleos e graxas, in natura, no meio ambiente.

IV. O processo de licenciamento ambiental do COMPERJ (Refinaria da PETROBRAS em construção, em Itaboraí) é imoral e tem provocado uma série de conflitos com as populações tradicionais, o que levou à morte 4 pescadores artesanais de Magé. Planeja-se que os efluentes industriais, altamente perigosos, venham a ser despejados no litoral de Itaipuaçu, impactando suas ilhas, praias de Maricá, a vida marinha, como também a área marinha do Parque Estadual da Serra da Tiririca, as praias de Itaipu, Itacoatiara, Camboinhas, Sossego e Piratininga e ilhas oceânicas de Niterói. Tais efluentes são compostos de: óleos, graxas, fenóis, cianetos e outros venenos.

Infelizmente, até agora, temos assistido passivamente à transformação da BAÍA DE GUANABARA EM LATRINA de dejetos químicos perigosos e de poluentes industriais.


Por fim, uma pergunta: o Brasil estaria preparado para os riscos de acidentes ambientais na exploração do Pré-Sal?

Assinam: Sociedade Vegetariana Brasileira - Grupo Rio / Grupo Katumbaia / Harmonização dos Animais na Terra - HAT / Divers For Sharks / Centro de Estudos do Mar Onda Azul / Organização 350 / Aliambra / Fórum dos Afetados pela Indústria do Petróleo e Petroquímica/ Rede Ambiente TV/ Associação Rio Antigo de Ecologia e Cultura / Rede Alerta contra o Deserto Verde Fluminense /