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Conar suspende 2 propagandas da Petrobras Imprimir E-mail
Petróleo en Latinoamerica - Brasil
Domingo, 20 de Abril de 2008 13:16


-------- Mensaje original --------                                                            
Asunto: *Conar suspende 2 propagandas da Petrobras*
Fecha: Sun, 20 Apr 2008 14:12:19 -0300
De: Julianna Malerba < Esta dirección electrónica esta protegida contra spam bots. Necesita activar JavaScript para visualizarla >
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*Conar suspende 2 propagandas da Petrobras*
 
*Ação, acatada pelo conselho, afirma que empresa faz publicidade 
enganosa ao divulgar ações de preservação ambiental *
 
*Segundo a ação, empresa mantém no mercado um diesel extremamente 
poluente, que afeta a saúde da população*
 
*AFRA BALAZINA*
 
DA REPORTAGEM LOCAL
 
O Conar (Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária) 
decidiu ontem suspender a veiculação de duas campanhas publicitárias 
da Petrobras em que a empresa destacava suas ações de preservação do 
meio ambiente. O conselho acatou o argumento de que se tratava de 
propaganda enganosa da empresa.
 
A decisão ocorreu em razão de uma ação movida pelos governos estaduais 
de São Paulo e de Minas Gerais, pela Prefeitura de São Paulo e por ONGs.
 
De acordo com a ação, a Petrobras faz propaganda enganosa ao manter no 
mercado um diesel extremamente poluente -com alta concentração de 
enxofre, que é cancerígeno e afeta a saúde da população.
 
A ação pede que o Conar "suste a divulgação de todas as campanhas que 
abordem sua sustentabilidade empresarial e responsabilidade 
socioambiental, vez que como demonstrado estes compromissos não 
existem na prática".
 
No site do Conar, a única menção à decisão diz que a suspensão foi 
decidida "por maioria de votos". Não há justificativa para a decisão.
 
As entidades afirmam que a empresa fala recorrentemente em suas 
campanhas e anúncios publicitários sobre seu compromisso com a 
qualidade ambiental e com o desenvolvimento sustentável. "Entretanto, 
essa postura que é transmitida por meio da publicidade não condiz com 
os esforços para uma atuação social e ambientalmente correta".
 
O secretário municipal de São Paulo, Eduardo Jorge (Verde e Meio 
Ambiente), que desde 2005 insiste para que a Petrobras coloque no 
mercado um diesel menos poluente, disse que "a decisão foi exemplar".
 
O secretário estadual Xico Graziano (Meio Ambiente) concorda. Para 
ele, a decisão é "uma vitória ética fundamental porque o Conar, no 
fundo, defende o consumidor". "Ficou comprovado que a Petrobras tem 
uma conduta inadequada."
 
Marcelo Furtado, do Greenpeace, afirma que o Conar ontem "repudiou a 
maquiagem verde". "Isso é fundamental para estimular as empresas que 
querem fazer sustentabilidade com seriedade a continuarem. E dá um 
sinal para aquelas que querem arriscar enganar o público e não cumprir 
leis de que não há mais espaço para picaretagem", afirmou.
 
Na opinião de Oded Grajew, do Movimento Nossa São Paulo, a decisão é 
histórica na área da responsabilidade social e vai criar 
jurisprudência. "A decisão indica que para se mostrar socialmente 
responsável a empresa precisa agir da mesma forma em relação a todos 
os seus públicos", diz.
 
O Conar não se manifestou sobre a decisão. A assessoria de imprensa do 
conselho apenas informou que a decisão ocorreu por maioria dos votos.
 
*Enxofre*
 
O diesel distribuído pela Petrobras tem alta concentração de enxofre: 
são 500 ppm (partes por milhão) desse poluente nas regiões 
metropolitanas e 2.000 ppm no interior. Países da Europa têm 50 ppm e 
o Japão, 10 ppm, por exemplo.
 
A resolução 315 do Conselho Nacional do Meio Ambiente estabeleceu 
novos limites de emissão de poluentes que devem ser atendidos pelos 
veículos. Para isso, é preciso passar a usar o diesel 50 ppm e motores 
com catalisadores a partir de 1º de janeiro de 2009.
 
No ano passado, no entanto, a Petrobras afirmou que faria a 
distribuição de diesel menos poluente somente quando os veículos 
disponíveis no mercado tivessem motores com tecnologia semelhante à 
européia. E a Anfavea (associação dos fabricantes de veículos) afirmou 
que tem, por lei, um prazo até novembro de 2010 para colocar os novos 
veículos no mercado.
 
*Outro lado*
 
*Empresa não comenta a decisão*
 
DA REPORTAGEM LOCAL
 
A Petrobras afirmou, por e-mail, que "ainda não foi comunicada 
oficialmente sobre qualquer decisão do Conar".
 
Cristiane Carvalho Lage, advogada que defendeu a empresa na reunião 
promovida pelo Conar ontem, disse após o término da votação que iria 
aguardar o inteiro teor da decisão para se manifestar.
 
De acordo com ela, o resultado seria levado para sua gerência 
superior, que avaliaria as medidas que a Petrobras tomará no caso.
 
Ainda segundo Lage, essa foi a primeira vez que a empresa "foi 
demandada no Conar".
 
O conselho afirma que cabe recurso. Se a empresa optar por recorrer, 
haverá outra reunião no Conar, num prazo de 30 a 60 dias, com a 
presença de conselheiros diferentes dos que estiveram ontem na 
primeira decisão.
 
Até que haja um novo julgamento, entretanto, as campanhas não podem 
ser veiculadas. O Conar possui 90 conselheiros titulares e 90 suplentes.
 
 

 
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