|
Petróleo en Latinoamerica -
Brasil
|
|
Miércoles, 07 de Enero de 2009 02:22 |
-------- Mensaje original --------
Data: 5 de janeiro de 2009 20h49min52s GMT-02:00
Assunto: Mal começou, 2009 já anuncia a morte de mais um
petroleiro
Mal começou, 2009 já anuncia
a morte de mais um petroleiro
Fonte: Agência Petroleira de
NotÃcias (www.apn.org.br)
O ano de 2009 começa com mais
uma tragédia anunciada: a morte do petroleiro William Robson
Vasconcelos, 28 anos, na P-34, plataforma que opera no campo de
Jubarte, a 130 quilÃˊmetros de Vitória (ES). O acidente ocorreu por
volta das 23h15 de domingo, 4 de janeiro. O motivo apresentado pela
Petrobrás foi uma falha numa válvula de bloqueio. De acordo com
informações do Sindicato dos Petroleiros do EspÃrito Santo, houve um
vazamento de óleo e água. O material teria escapado com muita pressão.
Ficaram feridos outros dois trabalhadores, Mário Alves de Souza e
Marivaldo Pedro Alves de Souza. Os três eram empregados terceirizados,
contratados pela empresa UTC Engenharia.
Em 2008, o primeiro acidente
com mortes em unidades da Petrobrás aconteceria um pouco mais tarde, em
fevereiro. Uma aeronave fez um pouso forçado no mar, causando a morte
de cinco trabalhadores da Bacia de Campos (RJ). Em 23 de setembro, um
incêndio na Estação de Tratamento de Óleo de Furado, em Alagoas, matou
quatro pessoas, provocando grande indignação entre os petroleiros.
Então, desde o inÃcio do ano, já eram 16 as mortes por acidente de
trabalho.
Falta de investimentos em
segurança, falta de treinamento adequado e precarização crescente do
trabalho explicam a escalada de acidentes. Desde 2000 as estatÃsticas
contabilizam em torno de 280 mortes, nas unidades da Petrobrás. Hoje em
cada quatro petroleiros apenas um é empregado da companhia. Os demais
são terceirizados, recebendo menos treinamento e trabalhando em
condições ainda mais inseguras.
A cada novo acidente, a
direção da Petrobrás repete a mesma ladainha: “as famÃlias estão sendo
assistidas†, “vamos formar uma comissão técnica para apurar as causas†.
Explicações vazias e nenhuma polÃtica concreta para reverter as
estatÃsticas. Seria mais barato pagar indenizações do que investir em
segurança? É bem possÃvel que esse raciocÃnio frio, de quem se importa
mais com cifras do que com vidas, esteja por trás da indiferença dos
administradores da empresa, que não têm pudor em aumentar lucros, Ã
|