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Domingo, 05 de Octubre de 2008 08:03 |
De: Agência Petroleira de NotÃcias <
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Data: 2 de outubro de 2008 21h26min57s GMT-03:00
Assunto: Sindicato responsabiliza Petrobrás por mortes em
Alagoas
Sindicato responsabiliza
Petrobrás por mortes em Alagoas
Fonte: Agência Petroleira de
NotÃcias (www.apn.org.br)
O Sindicato dos Petroleiros
de Sergipe e Alagoas (Sindipetro SE/AL), em nota oficial,
responsabiliza a Petrobrás pela morte de quatro trabalhadores na
Estação de Tratamento de Óleo de Furado, em Alagoas, no dia 23 de
setembro. A polÃtica de terceirização de mão-de-obra é considerada a
grande culpada pelos acidentes que, nos últimos, voltaram a aumentar,
percentualmente. Apesar dos últimos concursos realizados, o Ãndice de
terceirização da mão-de-obra cresce e já corresponde a cerca de três
quartos dos petroleiros que atuam na empresa. As empresas contratadas
negligenciam as polÃticas de segurança.. Dos quatro trabalhadores que
morreram carbonizados, em incêndio provocado após explosão, três eram
terceirizados. A seguir, a nota emitida pelo Sindipetro-SE/AL
Petrobrás é responsável pela
morte de quatro trabalhadores na Estação de Furado
Na terça feira, 23 de
setembro, ocorreu um acidente na Estação de Tratamento de Óleo de
Furado, em São Miguel dos Campos, Alagoas, onde quatro trabalhadores,
um da Petrobrás e três das empreiteiras, foram carbonizados.
A Petrobrás montou uma
comissão de investigação interna que terá como objetivo central colocar
a responsabilidade do acidente nas costas dos trabalhadores mortos, o
que é uma fraude, pois a verdadeira responsabilidade da morte destes
trabalhadores é da direção da empresa e do governo Lula que vem nos
últimos anos terceirizando o setor de manutenção e recondicionando as
válvulas que estão em operação, numa polÃtica de diminuição de custos
para aumentar o lucro dos acionistas.
A SEGURANÇA TEM PREÇO
A Petrobrás tem um lema que
diz: "A segurança não tem preço", mais uma mentira, a segurança tem
preço sim e a Petrobrás não quer pagar por ele.
Ao aumentar a terceirização,
o efetivo das brigadas de incêndio diminui. Além disso, para evitar
gastos o treinamento é esporádico. Cada uma dessas brigadas deveria
ter, no mÃnimo, dez pessoas, o que, inclusive, faz parte do acordo
coletivo.
De 2000 para cá foram
registrados 300 acidentes em todas as unidades da Petrobras com 280
mortos. Somente no estado de Sergipe foram seis mortes este ano.
Neste ultimo incêndio o
combate a ele foi caótico, sem comando, um corpo sem cabeça. Ele
somente foi debelado, por sorte, com a chegada do corpo de bombeiros,
que também não é preparado para atuar em incêndios dentro de uma
instalação que contém óleo e gás.
PRIVATIZAÇÃO RIMA COM
PRECARIZAÇÃO
O contÃnuo processo de
privatização da empresa faz com que a direção tenha como um de seus
objetivos diminuir custos para aumentar os lucros dos acionistas.
Com isso há um aumento da
precarização do trabalho. A Petrobrás tem 160 mil terceirizados. Nas
empreiteiras, além de salários baixos, o treinamento de segurança é
inferior e incompleto, por isso a maioria dos acidentes que ocorrem na
área da Petrobrás são com terceirizados.
A terceirização esta
associada com o acidente da P-36, na Bacia de Campos, ao acidente
ecológico da BaÃa de Guanabara e agora as mortes na Estação de Furado.
Se a direção da Petrobrás não
tivesse negligenciado na prevenção de desastres, não tivesse operado um
verdadeiro desmonte da empresa nem tivesse reduzido o número de
trabalhadores efetivos,a possibilidade de acontecer um acidente seria
infinitamente menor.
Por isso o Sindipetro SE/AL e
a Conlutas dos estados de Alagoas e Sergipe exigem que a Petrobrás
assuma a total responsabilidade pelo acidente em Furado e que sejam
criminalizados a direção da empresa e o governo Lula por sua
negligencia e imprudência.
*Declaração votada na Reunião
do Conselho de Representante do Sindipetro SE/AL, reunido nos dias 27 e
28 de setembro de 2008 e assinada pela Diretoria Colegiada do
Sindipetro AL/SE.
www.apn.org.br
É permitida (e recomendável)
a reprodução desta matéria, desde que citada a fonte.
Julianna Malerba
Núcleo Brasil sustentável: alternativas ˋa globalização/FASE
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