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Petróleo en Latinoamerica -
Brasil
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Martes, 01 de Julio de 2008 10:33 |
Governo negocia
energia com a Venezuela Valor
Econômico -
27/06/2008
Em um esforço para aumentar a integração
energética na América do Sul,
o governo brasileiro negocia com a Venezuela a
construção de novas
linhas de transmissão para permitir o intercâmbio de 3 mil megawatts
(MW) de eletricidade. As usinas venezuelanas já fornecem 200 MW a
Roraima e a intenção do Brasil é multiplicar essa capacidade. O
ministro Edison Lobão, de Minas e Energia, estará hoje em Caracas e
espera firmar um memorando de entendimentos com o governo de Hugo
Chávez.
"Temos
regimes de chuva diferenciados. Quando chove muito lá, sobra energia.
Essa energia pode entrar no sistema interligado e depois a devolvemos
para a Venezuela", afirmou Lobão. Os dois países têm uma matriz
elétrica baseada em fonte hídrica, que representa cerca de 75% da
geração total. Recentemente, o governo venezuelano conseguiu reduzir em
800 MW a demanda nacional - aproximadamente 5% da capacidade instalada
- com um dos mais bem-sucedidos programas de economia de energia do
mundo. O programa trocou mais de 52 milhões de lâmpadas incandescentes
por fluorescentes, mais econômicas.
Satisfeito com a conversão
em lei da medida provisória que autorizou a Eletrobrás a atuar em
outros países, Lobão prepara outro projeto com a Venezuela: a
construção de usinas térmicas, na região fronteiriça, movidas a gás
natural venezuelano para alimentar o fornecimento de energia ao Brasil,
pela interligação com Roraima. Também há projetos de importar gás
liqüefeito.
Com o Peru, a Eletrobrás planeja
construir até 15
hidrelétricas, totalizando 20 mil MW. "Essa energia seria toda
importada pelo Brasil, já que o Peru não tem necessidade dela",
explicou Lobão. "Com o Uruguai,
vamos permitir a construção de uma
usina térmica no Rio Grande do Sul, com uso de carvão local",
complementou, acrescentando que o empreendimento terá capital 100%
uruguaio.
Lobão esclareceu que, além de identificar potenciais
hidrelétricos nos países vizinhos e elaborar os projetos de engenharia,
a Eletrobrás deverá participar dos projetos como sócia. "Haverá
momentos, com a Argentina, por
exemplo, em que haverá uma divisão de
50% para cada lado, como Itaipu", disse ele, referindo-se ao complexo
hidrelétrico de Garabi. "Em outros países, como o Peru, a Eletrobrás
deverá entrar como majoritária. Isso é um acordo entre países, ninguém
vai impor nada", explicou.
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