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BRASIL - Quanto vale uma vida? Acidentes seguem matando trabalhadores da Petrobrás Imprimir E-mail
Petróleo en Latinoamerica - Brasil
Miércoles, 18 de Junio de 2008 11:55


   
Data: 16 de junho de 2008 22h30min59s GMT-03:00
   
Assunto: Quanto vale uma vida? Acidentes seguem matando trabalhadores da Petrobrás
   

 
 
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Quanto vale uma vida?
 
Acidentes seguem matando
 
trabalhadores da Petrobrás
 
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Fonte: Agência Petroleira de Notícias (www.apn.org.br)
 

 
 

 
 

 
 
Engenheiro é eletrocutado em Sergipe e operário morre na Bacia de Campos
 

 
 

 
 
Uma nota fria da Petrobrás. Repercussão quase nenhuma na imprensa. Assim foi noticiada a morte do engenheiro de equipamentos José Geraldo Pereira de Oliveira Filho, que trabalhava na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen-SE). José Geraldo morreu no domingo, 15, depois de receber uma descarga elétrica de alta voltagem. O Sindicato dos Petroleiros de Sergipe e Alagoas acompanha as investigações sobre as causas do acidente, ao lado de representantes da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) e da empresa. Esta não foi a primeira morte em Sergipe, durante a jornada de trabalho, nas últimas duas semanas.
 

 
 
Na Bacia de Campos, o operário Adeilson dos Anjos de Jesus, um jovem de apenas 27 anos, morreu na última quarta, 11/6. O acidente repercutiu  no jornal A Tarde, na Bahia. Adeilson era baiano e trabalhava embarcado, contratado pela empresa Transocean, em Macaé, Rio de Janeiro. Foi a sexta vítima fatal, envolvendo trabalhadores terceirizados na Bacia de Campos, desde janeiro de 2008.
 

 
 
A família de Adeilson acredita que houve negligência da Transocean. Ainda de acordo com o jornal, seu pai, Antônio Carlos Souza de Jesus, de 53 anos, assegura que o filho não estava habilitado para a função que estava desempenhando, no momento do acidente.  Antônio Carlos fala não só como pai, mas também com a experiência de quem já trabalha na perfuração de poços de petróleo há 32 anos.
 

 
 
A vítima, Adeilson, contratado como plataformista, fazia uma manobra operacional num ponto da torre da plataforma SS49, situado a uma altura de 28 metros, quando teve o braço esquerdo arrancado devido à tração de uma corrente, puxada por um guincho que se enrolou na sua mão. Seu pai afirma que o rapaz "era uma homem de área, portanto, não poderia desempenhar aquela função". As tarefas de um plataformista deveriam ser realizadas apenas no piso da torre. As manobras desempenhadas no alto requerem um maior treinamento e são praticadas pelos chamados torristas. As investigações sobre esse segundo acidente começaram na última quinta, 12/6. A comissão inclui representações da Petrobras, do Sindipetro-NF e da Marinha.
 

 
 
Segundo informações da prima de Adeilson, Ilza Carla Rosário de Jesus, houve demora no atendimento. Inconformada, ela acredita que a longa espera pode ter ocasionado a morte do primo. "Ele sofreu duas paradas cardiorrespiratórios, foi reanimado, mas na terceira não resistiu e morreu" - contou à reportagem do jornal. Essas informações terão que ser apuradas na investigação do acidente.
 
Os trabalhadores terceirizados são as maiores vítimas dos acidentes na Petrobrás.  Mas os empregados diretos da empresa também morrem. O engenheiro José Geraldo, concursado da Petrobrás, estava trabalhando na empresa apenas há três anos.
 

 
 
Na Bacia de Campos, os índices de acidentes envolvendo mão-de-obra terceirizada nas plataformas são alarmantes. Em 2008, foram registrados seis acidentes que resultaram em óbitos, quatro deles de trabalhadores terceirizados. De 1998 a 2007, foram 90 mortos nas cerca de 40 plataformas da Bacia de Campos, sendo 27 trabalhadores da Petrobrás e 63 funcionários terceirizados.
 

 
 
Este ano, o mais grave resultou na morte de cinco trabalhadores, no dia 26 de fevereiro, quando o helicóptero Super Puma da empresa BHS Táxi Aéreo afundou, depois de um pouso forçado em alto mar, após decolar da plataforma P-18 em direção a Macaé, no Estado do Rio. O Sindicato dos Petroleiros do Rio, na época, ressaltou a preocupação com a manutenção das aeronaves. Embora seja um  serviço terceirizado, a Petrobrás, como contratante, não está isenta da responsabilidade sobre os acidentes ocorridos em ambiente de trabalho.
 

 
 

 
   

 
 
É permitida (e recomendável) a reprodução desta matéria, desde que citada a fonte.
 

 
 

 

Julianna Malerba
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